Zazah: um gostinho do lifestyle carioca num gastrobar em Lisboa

Salão do Zazah. Foto: Divulgação / Zazah
Salão do Zazah. Foto: Divulgação / Zazah

Fosse só um restaurante, o Zazah poderia até passar despercebido por quem sobe (ou desce) a Rua de São Marçal, mas basta olhar de relance pela porta e logo se vê o enorme mapa da descoberta do Brasil que o artista português João Louro levou para a Bienal de Veneza. Ou o colorido do bar que dá as boas-vindas aos clientes. Ou ainda, dependendo do horário, o salão fazendo as vezes de pista de dança.

Novo gastrobar em Lisboa, o Zazah é tudo isso: um espaço com múltiplas funções, capitaneado por três cariocas, que propõem trazer à capital portuguesa um gostinho do lifestyle do Rio de Janeiro que ocupa o imaginário internacional. Chegamos ao Príncipe Real numa noite ainda fresquinha de outono e já no bar recebemos as boas-vindas simpáticas em forma de Negronccino, a versão do Zazah para o clássico Negroni, aquele drinque italiano para quem gosta de um sabor amargo.

Negronccino: releitura do Negroni do Zazah. Foto: Divulgação / Zazah
Negronccino: releitura do Negroni do Zazah. Foto: Divulgação / Zazah

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Happy hour, jantar e pista de dança num só lugar

Sentamos à mesa para conhecer o menu do chef Moisés Franco – de frente para a impactante obra de João Louro, um gigante mapa-múndi do século XV, com fundo preto e linhas brancas mostrando as rotas de navegação pelo Caminho das Índias. Com passagem pela equipe de José Avillez, Moisés elaborou um cardápio que dá uma abordagem internacional para ingredientes portugueses e resulta em pratos como o cone de sapateira (cones crocantes recheado por esse crustáceo tipicamente lusitano), os croquetes de alheira de casquinha super crocante ou o impecável purê de batatas com trufas negras e parmigiano reggiano.

Cone de sapateira. Foto: Divulgação / Zazah
Cone de sapateira. Foto: Divulgação / Zazah

Em que pese que os pratos foram todos pensados para serem compartilhados – o que é sempre uma boa pedida para quem, como eu, quer provar de tudo – eu poderia ter comido o purê todo sozinha. Assim como o gran finale da noite: Três Marias, três cones de brigadeiro casadinho. Todas essas delícias tendo como trilha de fundo uma seleção musical exclusiva da também carioca Rádio Ibiza, que faz a curadoria sonora do Zazah.

Ceviche de atum com manga e batata doce. Foto: Divulgação / Zazah
Ceviche de atum com manga e batata doce. Foto: Divulgação / Zazah

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Além de Moisés, os outros dois cariocas à frente do Zazah são Sidnei Gonzalez e Jorge Abreu, amigos de 20 anos. Colecionador de arte contemporânea, Sidnei teve participação ativa na seleção de obras – a ideia é que haja um rodízio de artistas plásticos. Jorge Abreu é o anfitrião dos clientes e traz sua expertise de empresário para o projeto. É ele quem resume a proposta do Zazah: iniciar com uns drinques no happy hour, emendar com o jantar e terminar na pistinha.

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