Pães artesanais e muito amor na Beth Bakery, em São Paulo

Sou um pouco suspeita para falar da Beth Bakery. Não vou esconder: a Beth é minha amiga. Moça firmeza que eu conheço há anos, antes mesmo de mudar para São Paulo. Mas olha, como dizem aqui: a Beth tem uma puta história bacana, meu. Precisava compartilhar com o mundo. Fora que, para quem vem à São Paulo e só circula pelos mesmos lugares de sempre, um passeio à Vila Mariana é bem fora do comum, né? Mais Almost Local, impossível. E a Beth Bakery é uma joia, um achado. Eu me sinto na obrigação de contar.

Resumindo: a Beth é engenheira de formação. E, um dia, não aguentou mais a vida corporativa, essa que suga a gente até a última gota de felicidade. Estudou com Rogerio Shimura, um panificador bem conhecido aqui em São Paulo. Decidiu que ia fazer o que amava e fazia bem. E foi assim que surgiu a Beth Bakery, ainda virtual, apenas. Beth fazia tudo em sua casa, artesanalmente, com fermento natural, sem conservantes e outros ingredientes de nome esquisito dos rótulos dos supermercados. A produção era vendida semanalmente, nas fornadas – pedidos até quarta, produtos fresquinhos em casa na sexta. No começo, a própria Beth (e o Tiago, marido e parceiraço da Beth) fazia as entregas. Depois, ela precisou contratar um motoboy. Já não dava conta de levar em mãos cada um dos muitos pedidos.

Com a produção aumentando, Beth precisou de uma cozinha maior. Com uma cozinha maior, surgiu a Beth Bakery fora do mundo virtual. Uma cozinha de produção que virou uma lojinha de fábrica. E um lugar de muito amor. Amor de quem faz o pão, amor de quem come o pão, amor de quem vê pessoas felizes comendo pão.

Quase todo sábado a Bakery abre suas portas para eventos temáticos. Um dia é pão com linguiça; no outro é pão com almôndegas; em outro sábado, pode ser dia de panetone, e até burger já rolou (da Kod, que merece um post à parte em breve). Tem dias em que a Beth faz sonhos. Tem dias em que a Beth faz mil folhas. Tem criança, tem bebê, tem cachorro, tem cerveja na porta, tem papo no balcão, tem conversa com os vizinhos. De vez em quando tem até os pais e o irmão da Beth por lá. Dizem que cozinhas agregam famílias, e vendo a turma da Beth isso fica ainda mais claro.

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Detalhes das paredes da Bakery (Foto: Tatiana Contreiras/Almost Locals)

Sempre saio de lá mais feliz do que entrei, com estômago cheio, coração quentinho e uma sacola cheia de quitutes para comer em casa. Não deixe de provar as baguetes, as focaccias (de alecrim e flor de sal, tomate com manjericão, gorgonzola, catupiry ou alho poró) e os bolos – meus preferidos são os de tapioca, coco, limão e fubá com goiabada. Tudo na faixa de R$ 10 a R$ 15. Quando me despeço da Beth e do Tiago eles estão exaustos, mas sempre sorrindo.

Beth Bakery
Rua Paula Ney 338, Vila Mariana. Estação de metrô: Ana Rosa
Ter a sex, das 16h às 20h. Sáb, das 11h às 20h.

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