RIO: Celebre o mais carioca dos ritmos no Trem do Samba

O Trem do Samba parte da Central do Brasil rumo a Oswaldo Cruz. Foto: Divulgação - Facebook
O Trem do Samba parte da Central do Brasil rumo a Oswaldo Cruz. Foto: Divulgação - Facebook

Há 20 anos, uma verdadeira viagem musical marca as comemorações do Dia Nacional do Samba no Rio de Janeiro. Desde 1996, o Trem do Samba parte da estação Central do Brasil rumo ao mais bamba dos bairros, Oswaldo Cruz, na Zona Norte, para celebrar a nobre data, com seus vagões repletos de música e animação, além de uma extensa programação de shows. Em 2016, a comemoração é ainda mais especial, por celebrar o Centenário do Samba.

O Dia do Samba oficial é o 2 de dezembro. Mas, em sua 21ª edição, o Trem do Samba vai contar com dois dias de evento: na sexta-feira – a data oficial – e no sábado, dia 3, para garantir que todo mundo possa participar da festa, que já é um marco no calendário da cidade.

O Trem do Samba nasceu a partir de um projeto idealizado pelo compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz. A ideia era revitalizar o bairro, um dos berços do samba e lar da tradicional Portela, refazendo o trajeto, comum nos primórdios do ritmo, em que sambistas como Paulo da Portela se reuniam na volta para casa, cantando e tocando dentro dos vagões, fugindo da repressão.

Hoje, o evento se transformou num mega festival de samba, que reúne gente dos quatro cantos da cidade, além de turistas e amantes da música vindos de outros estados e até de fora do Brasil. Só não é maior que o carnaval na sua proposta de celebrar o mais carioca dos ritmos em uma festa, acima de tudo, democrática.

Na sexta, o Dia Nacional do Samba, a comemoração acontece toda em Oswaldo Cruz. A partir das 18h, cinco cortejos formados por roda de samba, versadores e público partem de pontos estratégicos do bairro homenageando a memória do samba. Quatro cortejos vão seguir em direção à casa da Dona Esther (Rua Antônio Badajós 95), para fazer reverência à reconhecida matriarca da região. Logo em seguida, todos se encontram com o quinto cortejo na Praça Paulo da Portela.

No sábado, a farra começa na estação Central do Brasil, onde um palco recebe, a partir das 15h, atrações como Nelson Sargento, Dorina e as velhas guardas de Vila Isabel, Império Serrano, Salgueiro e Portela. E o primeiro trem parte precisamente às 18h24 com destino a Oswaldo Cruz, sem escalas. Para entrar, a entrada é 1kg de alimento não perecível e cada vagão tem uma atração diferente – do Kizomba ao Samba da Serrinha. As partidas acontecem a cada 20 minutos e o último trem sai da Central às 19h24.

A Rainha do Samba, Dona Ivone Lara, foi uma das atrações de 2014 em Oswaldo Cruz. Foto: Divulgação - facebook
A Rainha do Samba, Dona Ivone Lara, foi uma das atrações de 2014. Foto: Divulgação – Facebook

 

Em Oswaldo Cruz, a coisa esquenta a partir das 18h. Ao todo, são três grandes palcos montados – o primeiro já bem em frente à estação de trem, para receber quem chega. Mas a festa se espalha pelas ruas e pelos bares do bairro, com nada menos que seis rodas de samba, somente entre as “oficiais”. Tudo de graça.

A programação (que você pode encontrar completinha aqui) se encerra por volta da meia-noite. E, para voltar para casa, não tem errada: é só pegar o trem de volta para a Central do Brasil. A SuperVia ainda não divulgou os horários especiais da volta, que devem ser publicados no site da empresa até o dia da festa, mas pode ir tranquilo.

Pra fechar, uma dica: a boa é tentar rumar para Oswaldo Cruz já nos primeiros trens. Quanto mais tarde você sair, mais cheios eles ficam, o que pode prejudicar um pouco quem vai pensando que vai poder fazer evoluções dentro dos vagões. É pra entrar no clima do “unidos venceremos”, sem medo de ser feliz. Animação, garanto, não falta.

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