RIO: O que é mito e o que é verdade sobre o Rio de Janeiro (e os cariocas)

Pôr do sol na Praia de Ipanema. Foto: Erika Azevedo

O Rio de Janeiro é uma das cidades mais presentes no imaginário popular ao redor do planeta. Mesmo quem nunca pisou na chamada Cidade Maravilhosa tem mil referências, muitas delas equivocadas, sobre a vida no Rio e o estilo de vida do carioca.

Depois de Londres ter seus mitos e verdades desvendados aqui no Almost Locals, chega a vez do Rio de Janeiro ser passado a limpo. Listamos aqui 5 das referências mais associadas ao Rio e aos cariocas e usamos nossa experiência de quase locais para dar o veredito.

Rio 40 graus

O carioca vive uma relação intensa de amor e ódio com o verão. A estação que é a cara do Rio – cheia de festas, eventos e turistas – é também a que rende à cidade o apelido de Hell de Janeiro. É que os tais 40 graus da música cantada por Fernanda Abreu estão longe de ser uma liberdade poética. E não é raro os termômetros ultrapassarem a marca e chegarem a 41, 42, ou até 45 graus, nos dias em que o que todo mundo mais quer é um ar condicionado pra chamar de seu. Pra completar, tem mais duas palavrinhas que causam terror quando são citadas: sensação térmica. Em dezembro do ano passado, a dita cuja bateu os 55 graus. Ou seja, nesse quesito, o mito está muito aquém do fato. Haja calor…

Carioca é vagabundo

A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE comprova: o carioca é quem trabalha em média mais horas no Brasil – os paulistanos, vejam só, são os segundos no ranking. As praias cheias, mesmo durante a semana, e o espírito festeiro da cidade colaboram com o mito da vagabundagem carioca. A verdade é que o carioca típico não vive para o trabalho e sabe aproveitar bem seu tempo livre: seja dando uma escapadinha para um mergulho no horário do almoço, curtindo aquele sambinha tradicional que só rola na segunda-feira, ou saindo pra tomar um chope com os amigos depois do trabalho. Carpe diem é o lema.

Carioca é despojado

Vestidinho e sandália pra ela. Bermuda e chinelo pra ele. Esse é o dress code básico dos cariocas, socialmente aceito em praticamente qualquer ambiente (as exceções basicamente se limitam à esfera profissional). Assim, o figurino vai da praia para o restaurante, do restaurante para o shopping, do shopping para a festinha. Sem medo de ser feliz.

“Tá combinado o chope no sábado!”

Você ouvir uma frase como essa de um(a) carioca, não quer dizer, necessariamente, que ela vá se tornar uma realidade. A maioria dos cariocas não lida muito bem com marcar coisas com antecedência. Afinal, no sábado pode fazer aquele sol incrível e a praia se torna o melhor programa possível, aí seu chope fica em segundo plano. Ligar horas antes pra confirmar é imprescindível pra você não correr o risco de chegar no local marcado e logo depois descobrir que o(a) amigo(a) está em casa, vendo televisão. Pra quem é de fora e chega ao Rio desavisado desse peculiar costume local, custa um pouco pra entender que a questão não é pessoal. Pra não ficar na mão, o melhor é manter a agenda flexível ou deixar pra chamar os amigos pra fazer alguma coisa em cima da hora mesmo (melhor tática). O engraçado disso tudo é que, depois de um tempo morando por aqui, você já acostuma com a mecânica da coisa e se pega fazendo igualzinho. Se não pode vencê-los… ¯\_(ツ)_/¯

Cidade Maravilhosa

O Rio não ganhou o título de Cidade Maravilhosa à toa. Não importa há quanto tempo você viva aqui, a beleza da cidade não deixa de surpreender. Quando acha que já criou resistência a essa exuberância toda, você se pega admirando algum cenário. Eu, por exemplo, devo ter umas 497 fotos de pôr do sol – pelo menos metade delas tiradas na praia de Ipanema, como essa que ilustra o post. Agora me diz: tem como resistir?

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1 Comment

  • Tenho uma visão bem diferente desta cidade. A realidade dela não é esta descrita.

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