Restaurantes em Budapeste além do goulash

Vai ser difícil você ter uma refeição inesquecível em Budapeste. Se você for fã de muita linguiça, repolho, massas cozidas, frituras e comidas no estilo “porco pizza”, talvez seja o seu paraíso. Para nós, o objetivo era provar a comida local, porém intercalar com pratos de outras regiões do mundo. Assim, a saúde e os amigos de viagem agradecem. Das nossas aventuras no leste europeu, saíram algumas descobertas de bons restaurantes em Budapeste. Alguns com páprica, claro.

O restaurante tradicional

O Hungarikum Bistro tem um clima de cantina húngara, toalhas vermelhas quadriculadas forrando as mesas e móveis de madeira. O serviço é amigável e o staff fala inglês. Pedir um prato não é complicado, já que o menu vem em um ipad ilustrado com fotos. Sim, esse é um lugar repleto de turistas, ao lado do lindo edifício do parlamento.

Foto: Almost Locals

A comida é bem tradicional, com pratos como o goulash, cortes de pato, batatas e repolhos. As entradas são deliciosas, como o Lángos (petisco tradicional, uma massa frita aerada por dentro com cobertura de queijo e creme azedo, 1200 florins), gnocchi húngaro com bacon e creme azedo (1150 florins) e o pierogi (uma dumpling recheado com com linguiça e cobertura de…creme azedo! 1200 florins). Repetimos todos. Os pratos principais, porém, eram corretos, como o tradicionalíssimo goulash . A verdade é que, pelo menos para a gente, o goulash é um prato para lá de sem graça: uma carne ensopada feita em um país que não domina bem o uso dos temperos. A não ser a páprica.

Para quem procura restaurantes em Budapeste para provar comida tradicionalíssima, o Hungarikum Bistro é a dica.

Hungarikum Bistro: Steindl Imre utca 13. Budapeste, Hungria.

Hava naguila, haaaaava

Budapeste tem uma forte história judaica. Os 200.000 judeus que viviam na cidade no século passado ficaram restritos a um gueto, criado na época da 2a guerra. O bairro, hoje chamado de Jewish Quarter, tem uma das mais bonitas sinagogas da Europa. Por essas e outras, claro que a comida judaica em Budapeste tem seus pontos altos.

Foto: Mazel Tov

Nossa escolha foi o Mazel Tov. Localizado na rua Akácfa – onde estão concentrados muitos dos famosos ruin bars da cidadeo ambiente é amplo e arrumadinho, com um jardim interno coberto com mais de 4 metros de altura, muito verde e lâmpadas fofas que condizem com a vibe. O clima é festivo e pode rolar até uma música israelense ao vivo para animar.

O pão pita frito com azeite e zaatar (490 florins) é viciante. O humus (1390 florins) é para aqueles que gostam da versão mais consistente, com bastante tahini. O falafel (490 florins) é bem crocante por fora e úmido por dentro, delícia. Para quem curte carnes, o fígado frito (para quem gosta de sabores fortes, maravilhoso, 2190 florins) e o kebab (2690 florins) são boas pedidas.

Dos restaurantes em Budapeste, o Mazel Tov é para quem quer provar uma comida judaica sefaradita em um ambiente agradável e moderninho.

Mazel Tov. Akácfa utca 47. Budapeste, Hungria.

O deus grego

Uma viagem ao Leste Europeu exige uma maratona longa de linguiças e batatas. Para dar um tempo no colesterol, buscamos refúgio no Dionysios, que não decepcionou. A decoração do lugar é kitsch, tipo uma cidade do Projac tentando imitar Santorini. Bem, viemos pela comida, não é mesmo?

Restaurantes em Budapeste
Foto: Tripadvisor

Uma ótima forma de provar várias entradas é pedir o Orektiko Piato Krio (3850 florins), que vem com pastinhas como Tzatziki e de berinjela, queijo feta e charutinho de uva.  O Tyropita i Spanakopita (1180 florins) é uma massa folhada recheada com espinafre e feta. O restaurante serve comidas mediterrâneas para dividir. A brisa, porém, é do Danúbio, que passa em frente ao Dionysios. Belas vistas para quem senta nas mesinhas do lado de fora.

Dionysios: Belgrád rkp. 16. Budapeste, Hungria. Tel: +36 1 318 1222. Horários: veja aqui.

A anti dica gastronômica de Budapeste

Mercadões da cidade são sempre sinônimo de fresca e boa comida, certo? Não em Budapeste. O mercado central tem, no segundo andar, um corredor estreito, apertado, lotado e desconfortável, com barraquinhas saídas de um fim de noite tosco pós-balada. Os dogões são tristes, nada a ver com o podrão paulistano. Tentamos pedir um, mas quando a atendente começou a colocar tomate, maionese, mostarda e queijo, tudo junto em cima da batata frita, enquanto a salsicha chorava sozinha dentro de um pão seco e duro da época da guerra fria, deixamos para lá.

Daí fomos para a barraquinha de Lángos, já que o do Hungarikum Bistro foi delicioso. A versão do mercadão estava mais para um porco pizza, já que a pessoa escolhe o que quer de cobertura. De milho, queijo, presunto, passando por rúcula, linguiça e batata e milhares de outros ingredientes, fomos minimalistas e colocamos creme azedo, presunto e queijo. Estava pesado, gorduroso e trash, mas depois do meio dia e ainda de jejum, não nos fizemos de rogados.

Foto de destaque: Mazel Tov

E você, tem outras dicas de restaurantes em Budapeste para dividir com a gente?

Buscando outros destinos no leste europeu? Aqui, te contamos motivos para ir à Praga!

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