NYC: Passar o fim de ano em Nova York é furada?

Passar o ano-novo em uma cidade com mil eventos culturais, restaurantes dos mais incríveis e possibilidades infinitas de boas compras promete ser uma das viagens mais incríveis para esta data. Por isso, ano-novo em Nova York é o sonho de muita gente. Aquelas imagens da Times Square lotada, a bola que cai do alto de um prédio à meia-noite e as vitrines da cidade, que estão decoradíssimas para as festas, podem seduzir alguns. É uma das festas de réveillon mais famosas do mundo e muitos brasileiros pegam o avião para Nova York nessa época. Mas e aí, é tudo isso mesmo? Passar o ano-novo em Nova York vai agradar a todo mundo? Ou pode ser uma grande furada? Se você se identificar com alguns dos pontos abaixo, passe longe porque vai ser uma cilada!

“VAMOS PARA AS RUAS COMEMORAR!”

O dia 31 de dezembro no Brasil será quente, muito quente. Por isso, é normal que todo mundo vá para as ruas comemorar o ano-novo. Em Nova York, as pessoas também vão para as ruas, claro. Mas ninguém vai passar a noite inteira ao relento com os amigos porque o frio é congelante. Se você já passou o ano-novo em Londres ou Paris e acha que será a mesma coisa em Nova York, pense de novo. Lá faz muito mais frio do que na maioria dos países da Europa. Muita gente não consegue tolerar mais de duas horas seguidas na rua, o que dizer então sobre um brasileiro criado entre os trópicos e o Equador? A não ser que você tenha uma super roupa de inverno (e a maioria de nós brasileiros não tem, porque não precisamos), ficar direto na rua para ver as festas pode ser muito desagradável.

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“É MEIA-NOITE EM TIMES SQUARE, VAMOS ABRIR O CHAMPAGNE!!!”

Se você estiver em uma festinha ou na casa de alguém, faça não só um, mas vários brindes! Se você estiver nas ruas ou em Times Square, esqueça. É proibido consumir bebidas alcóolicas nas ruas de Nova York. Só se você esconder nos clássicos brown baga e correr o risco de ser multado. Ninguém quer isso no seu ano-novo.

“NÃO CURTO PASSAR O ANO-NOVO NA MUVUCA”

Então encontre uma festa ou passe o réveillon na casa de alguém, porque na rua e no metrô, você vai encontrar e esbarrar com MUITA gente.

“TIMES SQUARE NADA, QUERO IR PARA UMA FESTA INCRÍVEL”

Você e todo mundo. As grandes festas custam caro e podem ter um público e música que talvez não sejam a sua praia. Para ir a uma festa que seja um achado, só se você tiver um amigo local e super antenado, pois elas não chegam aos ouvidos dos turistas. Se já é difícil achar uma ótima festa de ano novo na sua cidade, que dirá em Nova York, onde você é um forasteiro e tudo é super concorrido.

“QUERO UM LUGAR COM A MESMA ALEGRIA DE ANO-NOVO QUE NO BRASIL”

Ainda não passei ano-novo em um país onde a noite de réveillon fosse algo tão emocional e festivo como no Brasil. A gente realmente acredita que o novo ano vai trazer uma nova vida, novas energias, que tudo irá melhorar. Vestimos branco, abraçamos os amigos, choramos, fazemos promessas de mudanças… Nos países cujo inverno é em dezembro, nada disso rola. O ano-novo é passado muitas vezes em casa com um jantar e depois da meia-noite, alguns se animam a ir a alguma festa. As ruas são bem tranquilas e, dependendo de onde você estiver, parecerá uma noite qualquer. Em Nova York, claro que há muita festa, mas falta calor: humano e no termômetro.

Se você não curte tanto passar um frio de trincar, quer um clima festivo como no Brasil ou quer passar o ano-novo em um ambiente relaxado, Nova York nessa data pode não ser para você. Lembrando também que as passagens e hotéis são muito mais caros e, por isso, visitar a cidade em um outro período pode ser mais interessante para o seu humor e para o seu bolso.

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RELATO: MEU ANO-NOVO EM NOVA YORK

No réveillon de 2014-2015, fui passar o ano-novo em Nova York. Não porque era um desejo que estava no topo da minha lista de viagens, mas sim porque é época de recesso no trabalho e, por isso, uma boa oportunidade de visitar meu sogro, que mora lá. Prefiro ir à Nova York em outras estações que não o inverno, porque aquele frio do cão não deixa a gente curtir a cidade como ela deve ser vivida. Mas família é família e ir Nova York é sempre bacana, então lá fui eu.

Passei a meia-noite em família na casa do meu sogro. Jantar incrível feito em casa, bebemos várias garrafas de champagne. Por volta de uma da manhã, pegamos o carro do Upper East Side para o Meatpacking District, já que tínhamos comprado ingressos para uma festa no Hotel Standard, um dos mais badalados da cidade. Havia duas festas no Standard, uma de gala, com um show da Rita Ora, e uma outra de um selo francês de DJs que eu curto muito. Fui na segunda, que custava 40 dólares para entrar (a outra era papo de 300 dólares para cima). Bem em conta para data, lugar e cidade.

Para chegar ao hotel foi muito complicado. Midtown Manhattan fica fechada por conta das festas em Times Square e tivemos que mudar de caminho diversas vezes, sempre dando de cara com uma barricada policial. Finalmente, depois de mais de uma hora e meia e vários caminhos loucos, conseguimos chegar. Isso porque quem dirigia o carro era meu cunhado, que mora em Nova York há uns 20 anos. Imagine só se fosse um turista…

Chegamos ao hotel e tivemos uma sorte incrível de achar uma vaga para estacionar o carro bem na frente da entrada. Mas ao entrar, a fila do elevador era um saco de demorada, a música era um pop comercial que não nos agradou e cada drink custava no mínimo 20 dólares. Eu estava em casa, bebendo champagne francês de graça, naquele quentinho gostoso e, de repente, me encontrei em uma via-crúcis para chegar a uma festa que era cara e ruim. Arrependimento define. Para fechar a noite com chave de ouro, tentamos ir a um club de striptease no Queens, procurando uma vibe completamente diferente de um hotel descolado em Manhattan. Fomos barrados. Fuén! Cheguei em casa sóbria e chateada antes das 5 da manhã. Fail total.

Visitei Nova York mais do que qualquer outra cidade e é um dos meus lugares preferidos no mundo. Só que no ano-novo, prefiro estar bem longe de lá!

E você?  Já passou o ano-novo em Nova York? Recomendaria a um amigo, ou prefere ir a outro lugar?

Esse texto foi originalmente publicado pela Sarah Galvão para o Chicken or Pasta 

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