Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia abre as portas em Lisboa

MAAT. Foto: Hufton+Crow / Divulgação AL_A
MAAT. Foto: Hufton+Crow / Divulgação AL_A

Quem vai de trem para Belém ou além (sem trocadilho) logo vê aquele grande prédio vermelho, todo em tijolinho, na beira do Rio Tejo. Foi ali que um dia funcionou a central de abastecimento elétrico de Lisboa e, durante muito tempo, também o Museu da Eletricidade / Fundação EDP. Pois agora a fundação expande seus horizontes sem sair da beira do rio e inaugura o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa – o MAAT.

Veja a programação completa da festa de abertura do MAAT, dia 5 de outubro

O MAAT congrega o antigo prédio e um novo – de arquitetura moderníssima – formando um novo complexo cultural nos arredores de Belém. O desenho do MAAT Kuntshalle impressiona de fora: a fachada é coberta por azulejos brancos tridimensionais que refletem a excepcional luz de Lisboa durante todo o dia e o telhado do museu é uma área aberta com vista privilegiada para o rio e para a terra. Projetado pelo escritório inglês de arquitetura AL_A, capitaneado por Amanda Levete, o MAAT Kuntshalle foi pensado para conectar as pessoas e a paisagem ao redor.

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No 'telhado' do MAAT. Foto: Flávia Motta
No ‘telhado’ do MAAT. Foto: Flávia Motta

Instalação site-specific para a abertura do museu

O Kuntshalle tem quatro espaços de exposição: uma galeria principal, uma sala de projetos (que vai priorizar obras de artistas portugueses), uma sala de vídeo e a Galeria Oval. A Galeria Oval é, para já, a grande estrela do museu, com sua localização central e seu formato único. Para a inauguração foi criada uma instalação especialmente para esse espaço, o “Pynchon Park”.

Assinada pela artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster, a instalação “Pynchon Park” foi inspirada nos romances do escritor americano Thomas Pynchon. A concepção segue  o tema eleito para a abertura do museu: Utopia / Distopia. Na criação de Dominique, o parque é uma espécie de zoológico onde extraterrestres observam o comportamento de humanos. Na Galeria Oval do MAAT, esse ambiente distópico é composto por uma grande jaula com livros de carpete e bolas de látex espalhados pelo chão, ruídos de mar, um sol projetado na parede e uma simulação de noite e dia.

Uma galeria de arte para você se sentir em casa, em Lisboa

A instalação 'Pynchon Park'. Foto: Flávia Motta
A instalação ‘Pynchon Park’. Foto: Flávia Motta

Mais uma razão para passar o dia em Belém

O novo museu surge numa área já bem explorada de Lisboa – ficam ali nos arredores o Centro Cultural Belém, o Museu dos Coches, o Mosteiro dos Jerônimos, o Padrão dos Descobrimentos e os internacionais Pastéis de Belém. Mas Pedro Gadanho, curador do MAAT – aonde chegou depois de 4 anos como curador de Arquitetura Contemporânea do MoMA (NY) – acredita que o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia pode ser a razão para os turistas passarem mais do que apenas metade de um dia na região.

Nós fomos conhecer o MAAT numa visita à imprensa, que começou com uma apresentação oficial do edifício durante um passeio de barco pelo Tejo, de onde se vê bem a forma elíptica e futurista do espaço. Ao lado do antigo Museu da Eletricidade, agora chamado de MAAT Central Tejo, forma um novo complexo de arte contemporânea em Lisboa. E, definitivamente, é uma excelente razão para você estender seu dia de visita a Belém.

Passeio de barco pelo Tejo é uma forma mágica de conhecer Lisboa

O MAAT visto de barco, do Tejo. Foto: Flávia Motta
O MAAT visto de barco, do Tejo. Foto: Flávia Motta

Além da instalação “Pynchon Park”, o MAAT abre com a mostra “O Mundo de Charles e Ray Eames”, sobre os designers americanos; “The Form of Form”, da Trienal de Arquitetura de Lisboa. Outras exposições já estão em cartaz na Central Tejo.

MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Onde fica: Avenida Brasília s/nº, Lisboa, Portugal
Funcionamento: Quarta a segunda, 12:00 às 20:00
Estação próxima: Belém (trem)


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