Guia de Parma em 36 horas

Que o queijo parmesão e presunto de Parma são uma delícia, muita gente sabe. Mas, já parou para pensar qual a origem deles? Bem, não é difícil adivinhar – Parma, claro! Uma visita à cidade já valeria a pena por ser uma das capitais foodies da Emilia Romagna. Porém, mais do que isso, Parma é linda e charmosa. Quer ver?

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O Batistério e a Catedral de Parma. Foto: Sarah Galvão

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O Rio Pó, o maior rio da Itália e que passa por Parma. Foto: Leo Galvão

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Os pastos verdes ao redor de Parma. Foto: Leo Galvão

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A vibe de Parma no fim da tarde. Foto: Sarah Galvão

Ficou com vontade de ir? Esse é o nosso guia de Parma: 36 horas na cidade

Primeiro dia: manhã

Todas as delícias da região são produzidas ao redor do centro da cidade e por isso, é lá que começamos nosso Guia de Parma. Nossa primeira parada é a Antica Corte Pallavicina, um lugar único. A propriedade hoje é um pequeno hotel exclusivo com 6 quartos em um antigo palácio e também, um restaurante com estrela Michelin (comandado pelo chef Massimo Spigaroli, também dono da propriedade e de outros estrelados e tradicionais restaurantes da região). Porém, não pára por aí: lá, são produzidas algumas iguarias, como o Culatello de Zibello. Feito com a parte mais nobre da pata do porco, é curado no sal por muitos meses, até se transformar em uma pepita de sabor. A Antica Corte Pallavicina é o único produtor da região que tem culatelli feitos de porcos negros, os mais nobres de todos, com fama internacional de ser o melhor presunto da Itália. Por isso, na sala onde os culatelli estão sendo maturados, há alguns especiais já com o nome dos futuros donos, como o Príncipe Charles ou Albert de Mônaco.

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A varanda do restaurante Antica Corte Pallavicina. Foto: Sarah Galvão

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O famoso e delicioso Culatello de Zibello. Foto: Leo Galvão

Porém, o mais impressionante na Antica Corte Pallavicina é o fato que tudo o que é servido no restaurante é produzido lá mesmo, desde os vinhos até as verduras, passando também pelos animais, que são criados soltos. Tudo de proximidade e feito em pequena escala. Todos os sábados, os produtos da Antica Corte Pallavicina são vendidos no mercado dos produtores locais em Parma, na praça da igreja de Annunciata  in Oltretorrente.

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Tomate no pé. Foto: Sarah Galvão

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Comer aqui – sonho. Foto: Sarah Galvão

Primeiro dia: tarde

Logo depois da maravilhosa degustação de vinhos, frios e queijos na Antica Corte Pallavicina, visitamos a Tomasetti Family Wines. Fomos recebidos pelo dono, Giuseppe Tomasseti, que nos explicou a história da propriedade – de mais de 500 anos, e como o vinho era feito naquela época até os dias de hoje. Pouca coisa mudou, já que a vinícola usa processos bem manuais e por isso, produz vinhos naturais. Giuseppe nos apresentou alguns vinhos, que degustamos com queijos, culatelli e chocolates. Ficamos impressionados como cada comida pode mudar bastante o sabor dos vinhos.

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Giuseppe abre as portas da sua casa. Foto: Leo Galvão

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O Jardim da Tomassetti. Foto: Leo Galvão

O maravilhoso é que fizemos esse passeio com o Andrea e o Andrea (que apelidamos de The Andreas) do Food Valley, uma agência que organiza experiências customizadas na região, seja para pequenos ou grandes grupos. Eles nos levaram de carro a todos os lugares acima, já que estão no campo. Também passaram muitas dicas da cidade, afinal, eles são legítimos locais parmigiani e várias dicas do nosso guia de Parma vieram dos dois. Com a dupla no volante e conhecendo todas as quebradas, a gente pôde beber e comer à vontade, sem ter que se preocupar com a direção. 

Depois do nosso passeio pelo campo, fomos dar uma volta pela cidade. Parma é bem pequena e explorar pela cidade antiga é uma missão bem fácil. A Piazza del Duomo, onde está a catedral e o batistério, é exatamente a imagem que temos de cidades pequenas na Itália na cabeça – charmosa e histórica. Outro ponto turístico interessante é o Palazzo della Pilotta, que conta com enormes jardins para descansar ou jogar conversa fora.

Primeiro dia: noite

Parma tem um impressionante movimento de gente nas ruas durante à noite no centro. Ruas como Nazario Sauro, Borgo Giacomo Tommasini e Luigi Carlo Farini tem diversos bares e pessoas bebendo e conversando pelas calçadas, tudo bem animado. Seguimos as dicas dos Andreas e tomamos o tradicional aperitivo na Cantina Canistracci, que fica em frente a um lugar super famoso em Parma, o Frank Focaccia, especializado em sanduíches enormes, gostosos e com um preço bastante em conta.

Já para o jantar, fomos a Trattoria Corrieri e tivemos uma das melhores refeições da viagem. O Melanzane Parmigiana (berinjela com molho e queijo parmesão) estava maravilhosamente foda e Tagliatelli ao Ragu, delicioso. O ambiente é de uma típica cantina: enorme, toalhas xadrez e um jardim externo bem charmoso.

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Melanzane Parmigiana mara. Foto: Sarah Galvão

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A parte externa do Corrieri. Foto: Sarah Galvão

Segundo dia: manhã

Nossa visita não seria completa com uma visita a um produtor de queijo Parmigiano Reggiano. O pessoal do Consórcio de Parmigiano Reggiano oferece tours individuais ou em grupo para quem quiser conhecer como queijo é feito. Fomos a uma pequena fábrica que faz apenas 12 queijos ao dia e acompanhamos do início ao fim, como ele é produzido. No final, degustamos diferentes tipos de parmesão de acordo com a maturação e com tudo o que aprendemos durante a visita, deu para saber direitinho a diferença entre eles! Como o tour começou bem cedo (para aproveitar a chegada do leite fresco e recém-ordenhado), deu para aproveitar parte da manhã na cidade.

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O queijo tomando banho de sal. Foto: Leo Galvão

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Preparando o parmigiano. Foto: Leo Galvão

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Além de queijos, tem manteiga fresca. Foto: Sarah Galvão

Fizemos um tour com a Sarah, nossa guia de Parma do Food Valley, pelo centro de Parma. Ela nos explicou várias curiosidades históricas da cidade, nos levou a lojas muito tradicionais e claro, nos apresentou para alguns dos lugares icônicos e foodies da cidade. O Pepen, uma pequena lanchonete sem mesas, serve os sanduíches mais disputados da cidade. O de alcachofra, queijo parmesão, ricota e espinafre é divino. Outra delícia tradicional da região que provamos e adoramos foi o steak tartare de carne de cavalo. Exótico e muito bom.

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Lambrusco no Pepen. Foto: Leo Galvão

Para finalizar nossa odisséia gastronômica por Parma com a Sarah, visitamos La Prosciutteria, a delicatessen mais tradicional da cidade. É um paraíso de queijos, frios e uma variedade incrível de aceto balsâmico de Módena. Sarah nos explicou sobre a diferença entre eles (IGP, o tradicional) e ficamos tontos com tanta coisa boa ao nosso redor. O lugar perfeito para comprar algumas coisas à vácuo e levar na mala

Como chegar

Desde Bologna, a viagem de trem dura apenas uma hora e os bilhetes de segunda classe custam entre 7 e 15 euros.

Onde ficar

Nos hospedamos no Hotel Palace Maria Luigia, na entrada da cidade antiga. A localização é ótima, pois fica ao lado da estação de trem e a 5 minutos andando do centro histórico da cidade. O hotel tem 4 estrelas e é bem tradicional, com preços para 2 pessoas a partir de 90 euros a diária. Os quartos nos últimos andares tem bonitas vistas de Parma.

Como fazer as experiências do post?

A Food Valley organiza experiências sob medida, de acordo com o perfil do viajante. Além de tours individuais, eles também organizam experiências para grupos e empresas em castelos, vinhedos, restaurantes e outros lugares fascinantes na região de Parma. Para falar com eles, acesse o site da Food Valley.

Se você está planejando uma viagem foodie pela Itália (e quem não está?), coloque o Guia de Parma nos seus favoritos!

O Almost Locals foi convidado pela Turismo Emilia Romagna e Blogville para visitar a região e contar suas impressões. Este não é um post patrocinado. Agradecemos à equipe do Food Valley, Igino Morini do Consórcio do Parmigiano Reggiano, Hotel Palace Maria Luigia Turismo da Emilia RomagnaBlogville pelo convite. Nosso guia de Parma não teria experiências tão especiais não fosse por eles.

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