RIO: Guia de bairros onde se hospedar no Rio de Janeiro

Os bairros Leblon e Ipanema vistos do alto do Vidigal. Foto Rodrigo Soldon/cc

Uma coisa que os amigos sempre perguntam quando querem visitar o Rio é onde se hospedar. Cada bairro tem sua cara e seu perfil e, dependendo da experiência que se busca da cidade, sempre tem aquele que é mais indicado pra ficar. Se a ideia é turistar, badalar, economizar ou mesmo ver a cidade de outros ângulos, a gente te ajuda a escolher qual bairro tem mais a ver com a sua viagem:

Pra quem quer turistar

Copacabana é o bairro mais famoso do Rio e, por isso mesmo, é o que concentra a maior quantidade de turistas por metro quadrado na cidade. Consequentemente, também é o que tem mais estruturas voltadas para o turismo – bares e restaurantes de todo tipo, hotéis, albergues, agências de viagens, casas de câmbio e transporte público (ônibus e metrô) pra praticamente qualquer lugar da cidade. Por outro lado, também é o bairro com o maior número de armadilhas pra turistas. Pra quem viaja em família e quer ter tudo por perto, Copacabana pode ser o lugar ideal. Logicamente, tudo isso tem um preço e ficar em Copa está longe de ser das opções mais baratas.

Pra quem quer badalar

Se o que você quer é badalação, Ipanema e Leblon são escolhas certeiras. É lá que ficam os principais bares e restaurantes da moda e onde circulam as celebridades da cidade. Donos dos metros quadrados mais caros da cidade, são também os bairros com os preços de hospedagem mais altos. Em compensação, ficando por lá, você pode viver o carioca way of life como mostrado nas novelas de Manoel Carlos. Se der sorte, ainda pode esbarrar com alguma estrela da TV.

Pra quem quer conhecer o Rio de um outro ângulo

O Rio de Janeiro visto do alto é uma das mais belas paisagens que se pode ter da cidade. Famosa pela bela vista panorâmica que oferece, a comunidade do Vidigal viu crescer o número de turistas nos últimos anos. Com isso, albergues moderninhos, hotéis boutique e mesmo casas de família abriram as portas pra receber os visitantes interessados em conhecer um Rio diferente dos cartões postais tradicionais. Pra subir e descer o morro, mototáxis e vans são o principal meio de transporte.

Pra quem curte surfe

Quem quiser curtir um clima de veraneio, mas sem sair da cidade do Rio, a Barra da Tijuca é a melhor opção. De carro, em alguns minutos é possível chegar a praias como do Pepê, Reserva e Prainha, paraísos dos surfistas cariocas. Pra ficar por lá, ter um carro à mão é o ideal pra poder chegar às praias, mas pegar um táxi também pode sair em conta. Com a nova linha do metrô indo até o Jardim Oceânico, ir e vir para outras áreas da cidade ficou mais fácil.

Pra quem quer economizar

O Centro do Rio concentra uma boa oferta de hospedagens a preços bem mais convidativos do que na Zona Sul da cidade. Também tem a vantagem de ficar próximo de boa parte das atrações turísticas cariocas – principalmente do Rio histórico, como o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o Paço Imperial, como também os maiores museus e centros culturais. A desvantagem é que, como acontece na maior parte das capitais brasileiras, a região central é super agitada no horário comercial, mas bastante deserta à noite e nos finais de semana.

Mas, se você não abre mão de ficar na Zona Sul, mas não quer gastar muito, pode escolher o eixo Flamengo-Catete-Glória, que tem preços mais em conta e boas opções de hotéis e albergues. Ficam próximos do Centro e a meio-caminho da badalação de Ipanema e Leblon.

Pra quem quer noitada

Na Lapa, a noite é sempre uma criança e não tem dia ruim. Com programação de segunda a segunda, o bairro tem de tudo: cervejarias, casas de samba, cachaçarias, casas de shows, bares. A hospedagem não costuma ser cara por lá, já que muita gente prefere mais tranquilidade. Mas não faltam albergues e pousadas – e agora a Lapa tem até hotel boutique. Tudo pertinho da noite mais famosa do Rio. Durante o dia, não faltam restaurantes abertos, dos mais variados estilos.

Pra quem quer se sentir como um local

Bairro nobre da Zona Norte da cidade, a Tijuca é um dos bairros que melhor representam a essência do carioca tradicional. Alguns dos melhores botecos da cidade ficam por lá, assim como escolas de samba como o Salgueiro. Transporte também é um dos pontos fortes do bairro, que tem quatro estações de metrô e linhas de ônibus pra quase qualquer lugar da cidade. Por ficar fora do circuito turístico clássico, costuma ter hospedagens mais em conta.

Pra quem quer o Rio alternativo

Botafogo, ou BotaSoho, como foi apelidado, em homenagem ao descolado bairro novaiorquino, é o bairro mais cool da cidade atualmente. Cheio de barzinhos descolados, casas de rock, espaços culturais, hamburguerias e wine bars, tem sempre um lugarzinho novo e moderninho pra explorar. Além disso, é um bairro bem central, com muitas opções de transporte público – e um trânsito intenso. Por conta do hype, hotéis e albergues por lá não são dos mais baratos.

Pra quem quer tranquilidade

Ficar em Santa Teresa é como fazer uma viagem no tempo. Suas ladeiras cheias de casarões e ruas de paralelepipedo transportam para um Rio de ritmo mais tranquilo, que lembra uma cidade do interior. Restaurantes, cafés, bares e ateliês trazem um pouco de agito, mas nada que abale o clima do bairro – pelo contrário, poucos programas são tão bacanas quanto sentar em um dos bares de Santa Teresa e deixar o tempo passar. Porém, como nada e perfeito, o barro tem na mobilidade uma questão que deve ser levada em consideração. Santa Teresa tem poucas opções de transporte público (o bondinho voltou a funcionar, mas ainda com horários e trajeto limitados) e sair e voltar à noite pode ser um problema. Não é raro ter dificuldade de encontrar um taxista que se recuse a subir as ruas estreitas e sinuosas de Santa.


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