Lisboa pode ser um destino econômico de férias, mesmo com o euro alto

Miradouro do Monte Agudo. Foto: Flávia Motta.
Miradouro do Monte Agudo. Foto: Flávia Motta.

O ano de 2016 começou com o mercado financeiro agitado e – entenda você de economia ou não – já há efeitos no nosso bolso: na primeira segunda-feira do ano o euro turismo chegou a ser negociado por R$ 5,14 (ui!) em algumas casas de câmbio brasileiras. Nesse momento você senta, chora e começa a planejar as próximas férias já descartando, naturalmente, a Europa. Mas estou eu aqui – quase local – para te dizer que, se a Europa toda não é um destino viável com uma moeda beirando os R$ 5 (ui!), Lisboa é sim. Pode vir, sem medo de ser feliz.

10 coisas que você precisa saber antes de viajar para Lisboa

Azulejos nas fachadas de Lisboa. Foto: @mottaflavia
Azulejos nas fachadas de Lisboa. Foto: @mottaflavia

Bebida e comida a preços razoáveis

Lisboa ainda é a mais barata das capitais europeias e isso é bastante evidente nos bares e restaurantes. Os pratos em restaurantes bacaninhas rondam os 12 euros, às vezes 15, mas você paga menos que isso no menu completo das tascas mais simples, que oferecem pelo menos prato, bebida e café.

Um chope em Lisboa pode custar menos de 1 euro e a taça de vinho você encontra facilmente por 2 ou 3 euros – a propósito, tomei uma garrafa de ótimo tinto do Douro dia desses por 10 euros num jantar delicioso que custou 37 euros por casal e incluiu ainda mais duas ou três jarras de tinto da casa (Estrela da Bica, anote o nome deste lugar).

Confira uma lista de bons vinhos portugueses que custam menos de 10 euros

Mosteiro dos Jerônimos. Foto: @mottaflavia
Mosteiro dos Jerônimos. Foto: @mottaflavia

Muito o que fazer sem gastar nada

Lisboa tem muita oferta gratuita de lazer. E eu não estou falando apenas de parques e jardins. Os monumentos nacionais – o famoso Mosteiro dos Jerônimos, por exemplo – têm entrada gratuita todo o primeiro domingo do mês. Também há museus e espaços culturais de acesso livre o ano todo, como o Centro Cultural Belém, a Fundação EDP ou o Museu do Design e da Moda, que tem programação meio irregular, mas vale conferir.

Se você curte história ou arqueologia, a Baixa lisboeta tem vários espaços que possibilitam explorar o passado de Lisboa sem pagar nada. É o caso da Muralha Dom Dinis, uma construção do século 13 escondida no subsolo do Banco de Portugal. Ou ainda o Núcleo Arqueológico da Fundação Millenium BCP, que oferece visitas guiadas. E eu nem vou entrar no mérito das igrejas católicas lindíssimas, como a de São Roque.

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Um vinho à beira do Tejo: aceita? Foto: @mottaflavia
Um vinho à beira do Tejo: aceita? Foto: @mottaflavia

Noite democrática

A galera da night também não precisa se preocupar em Lisboa. Embora haja uma extensa lista de boates ótimas para todos os perfis musicais e financeiros, boa parte das casas que eu frequento aqui têm entrada livre e você paga apenas o seu consumo. Casa IndependentePensão Amor e O Bom, O Mau e o Vilão estão nessa lista.

Mesmo tendo em conta que, nesses lugares, as bebidas tendem a custar um pouco mais, esse está longe de ser um programa proibitivo. E se você curte mais ficar em pé na rua batendo papo e bebericando, vai ser feliz gastando pouco no Cais do Sodré, na Bica ou no Bairro Alto.

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O clima ameno convida a ficar na rua

Lisboa também é muito solar e tem clima ameno. Na prática, isso quer dizer que você vai aproveitar muito a rua (alô, miradouros!) e não ficar de entra-e-sai (e-consome) em bares e cafés. As caminhadas e o sobe-e-desce de escadas e colinas, aliás, são o que vão fazer você ter uma autêntica experiência lisboeta, admirando azulejos, vendo casas que às vezes parecem de bonecas e descobrindo vistas escondidas. E também pode curtir os dias ensolarados – que existem mesmo no auge do inverno – para fazer piqueniques com delícias típicas, como queijos, conservas, geleias e embutidos (que eles chamam de enchidos por aqui).

Jardim de São Bento e Assembleia da República. Foto: @mottaflavia
Jardim de São Bento e Assembleia da República. Foto: @mottaflavia

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Hospedagem econômica também é possível

Em termos de hospedagem, a capital portuguesa também é econômica. Não apenas os hotéis são, em média, mais baratos que em muitas outras cidades europeias, como Lisboa tem uma extensa lista de hostels muito bacanas (alguns premiados) que podem proporcionar experiências melhores que muito hotel mediano por aí. E, claro, você ainda pode optar por aluguéis de temporada e fazer uma viagem ainda mais low cost.

É claro que se você converter coisas básicas, como o valor da passagem de ônibus ou metrô, vai levar um susto então vamos usar a máxima já manjada e evitar sofrimentos: quem converte, não se diverte. Faça sua economia e venha, porque Lisboa te espera.

Arrumando a mala para Lisboa? Saiba o que você deve levar ou não nessa viagem

P.S.¹: Esse post foi inspirado no meu susto com o custo das últimas férias no Rio de Janeiro e em amigas que optaram por uma viagem de fim de ano ‘econômica’ pela América do Sul e se viram pagando pequenas fortunas em compras corriqueiras de padaria e supermercado.

P.S.²: Esse post não pode terminar sem mencionar que há outras lindas cidades portuguesas com custos ainda mais baixos que Lisboa, como o Porto, um destino que vale a pena incluir no seu roteiro de férias em Portugal.


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