LIS: Cinco diferenças entre as praias cariocas e as praias ao redor de Lisboa

Praia Ribeiro do Cavalo

Praia não é tudo igual nem na paisagem nem nos comportamentos. Nem no Rio, nem na Bahia e muito menos em Portugal. Reunimos nessa lista cinco diferenças entre praias cariocas e praias de Lisboa (e arredores).

Os ‘fatos de banho’

Para quem ia à praia no Rio de Janeiro, é estranho não ver na praia (quase) nenhum homem usando sunga. O traje oficial aqui é a bermuda. Às vezes mais curta, tipo shortinho da Seleção de 70, mas na maior parte das vezes é aquele ‘bermudão de surfista’ mesmo. Já as mulheres usam biquínis com aqueles cortes ousados que quando a carioca vê na vitrine pensa: ‘Mas quem vai querer ficar com a marca desse biquíni?’. Pois muitas portuguesas parecem não se importar com isso e topam fugir da monotonia.

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Biquíni Oiôba

Biquíni da marca luso-carioca Oiôba. Foto: Facebook / Oiôba

O paravento

Ter esse acessório aqui em Portugal é mais necessário do que cadeira de praia. Trata-se de uma lona com estacas que a gente enfia na areia para criar uma barreira contra o vento e esse ‘pequeno detalhe’ vai fazer TODA a diferença no dia em que você pegar uma praia com vento. Você não vai levar ‘surra de areia’, nem vai perder a coragem de mergulhar nas águas frias das praias aqui e depois ficar secando ao vento. 

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Paraventos na Praia do Guincho, em Cascais. Foto: Facebook / Páribá

As bolas de Berlim

É a única coisa de comer que se vende pela areia, da forma como estamos acostumados no Brasil. Alguém passa gritando ‘olha a bola de b’rlim’ e as crianças logo se empolgam. Mas não se engane achando que é algo refrescante. A bola de Berlim é a versão portuguesa para o nosso bom e velho sonho de padaria: uma bola de massa de pão frita e açucarada recheada com creme de ovos. Perfeito para a praia, não? Não. Só de pensar nisso eu sinto sede.

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Bolas de Berlim

Bolas de Berlim. Foto: Facebook / Bolas da Praia

Os restaurantes

Se no Rio a gente escolhe o ponto da praia pelas barracas, aqui os restaurantes são a referência. Como a maior parte das boas praias fica fora de Lisboa, ao sul do Tejo, um dia de praia significa, muito frequentemente, um-dia-inteiro-na-praia. Claro que em algum momento vai bater fome. E se no Rio a gente se vira com biscoito Globo, sucolé, sanduíche natural, salgado árabe e o que mais passe gritando pelo nosso lado, nas praias daqui recorre-se ao restaurante. E aí você pode só petiscar ou comer um sushi ou um bom prato de peixe e/ou marisco. A ‘vibe’ é mais parecida com a do Nordeste brasileiro. Mas aqui ninguém vai ter servir na beirinha da água. É um grande problema? Não é nem um problema, na minha opinião, só uma diferença. E eu confesso que só me dei conta dela pela quantidade de vezes que portugueses que já foram ao Brasil me falaram com saudade de como é mágico apenas levantar a mão e ver praticamente se materializar à sua frente sua caipirinha, empada, cerveja…

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Oceans Beach Bar

Oceans Beach Bar, na Costa da Caparica. Foto: Facebook / Oceans Beach Bar

A temperatura da água

Não fui a nem metade das praias dos arredores de Lisboa mas posso avisar sem medo para o viajante brasileiro: prepara, que é fria. A água, no caso. Fria tipo congelante, de deixar pés dormentes, de ter campanhas públicas para você molhar a nuca e os pulsos antes de mergulhar e evitar o choque térmico. Fria, muito fria, friíssima. Nesse caso, há duas opções: deixar o barravento de lado e se refrescar com o vento ou criar coragem e encarar. Com o tempo você acostuma.

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Praia Ribeiro do Cavalo

Não é à toa que esse cara está sozinho na água: é fria mesmo! Foto: Flávia Motta

A foto que abre este post mostra a praia Ribeiro do Cavalo, em Sesimbra e é de Flávia Motta.


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