RIO: 5 dicas úteis para evitar roubadas olímpicas durante os Jogos Rio 2016

Parque Olímpico. Foto: Rio 2016

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 estão a todo vapor! A partir das experiências nos primeiros dias de competição, reunimos algumas dicas úteis e informações importantes pra você evitar entrar em roubadas e curtir ao máximo a Olimpíada.

Transporte

Tem muita gente comprando o RioCard Jogos Rio 2016 achando que só com ele vai poder ter acesso aos locais dos jogos. Não é bem assim. Para Maracanã, Deodoro e Engenhão, a melhor forma de chegar é de metrô e trem comuns, sem a necessidade de cartão especial. Ou seja, pagando R$ 4,10 pelo bilhete unitário do metrô (ou R$ 6,50 com integracão para trens). Ida e volta, portanto, vão custar, no máximo, R$ 13, quando o cartão olímpico custa R$ 25 a diária, independente de quantos meios de transporte você for utilizar.

Quando vale a pena comprar o RioCard Jogos Rio 2016, então? O jeito mais fácil de chegar ao Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e com a integração da novíssima Linha 4 do metrô com o BRT especial Jardim Oceânico – Centro Olímpico e, pra usar esse serviço, só com o cartãozinho especial (e ingresso na mão). O mesmo vale para quem precisar usar as linhas de BRT Vila Militar – Recreio, Vicente de Carvalho – Centro Olímpico, e Jardim Oceânico – Golfe. Aí não tem muito como escapar.

Outra opção é se sua projeção de gastos de transporte num dia for superior a R$ 25, uma vez que o cartão dá acesso ilimitado a ônibus, VLT, Metrô, BRT e trem por um dia inteiro.

Quem avisa, amigo é: pra avaliar as melhores opções, consulte aplicativos como o Moovit, que destaca quando você precisa de bilhete especial em algum trajeto.

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Comer e beber

Não espere grandes experiências gastronômicas nos Centros Olímpicos: as opções de comida e bebida são bastante limitadas e os preços são bem acima do normal, mesmo pra quem já está acostumado com os valores do Rio $urreal.

Uma mera garrafinha de água custa R$ 8 e a de refrigerante, R$ 10. Pra completar, a cerveja, latão, sai a dolorosos R$ 13 – mas pelo menos, se serve de consolo, você ganha um copo com ilustrações das modalidades olímpicas pra colecionar.

Também prepare o bolso para a hora em que a fome bater. A mini pizza (mini mesmo) sai por R$ 15 e o hambúrguer de microondas sai a R$ 18. Indigesto.

Os Centros Olímpicos são cheios de restrição para a entrada de alimentos e bebidas, mas é liberado levar produtos não-perecíveis nas embalagens originais fechadas (chocolates, biscoitos, salgadinhos, bolinhos, etc). Pra matar a sede, os locais de jogos possuem bebedouros gratuitos e é permitido levar garrafinhas vazias, como aquelas de academia.

Quem avisa, amigo é: quem vai ao Parque Olímpico de metrô+BRT, encontra várias opções de alimentação no Terminal Alvorada, com preços dentro da normalidade e aceitando diversas formas de pagamento. Vale se programar pra uma paradinha pro lanche na ida ou na volta.

Leve dinheiro vivo

A bandeira Visa é um dos maiores patrocinadores do Rio 2016. Com isso, todas as vendas relacionadas aos Jogos – seja de ingressos, alimentos, bebidas ou produtos oficiais – só pode ser feita com cartões de crédito ou débito Visa, ou em dinheiro vivo.

Mas, mesmo que seu cartão seja da bandeira, vale sair de casa prevenido. Em um dos jogos que fui, o sistema das máquinas de cartão saiu do ar e só dinheiro era aceito.

Quem avisa, amigo é: deu mole e saiu sem dinheiro? Os Centros Olímpicos têm caixa eletrônico estilo ATM. As filas são grandes, mas você não fica na mão.

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Paciência, virtude olímpica

Para nós, atletas do cotidiano, o enfrentamento de filas é o mais popular dos esportes olímpicos. É fila pra comprar bilhete, pra pegar integração do metrô, pra entrar nos Centros Olímpicos, pra comprar ficha de comida, pra comprar ficha de bebida, pra pegar comida e bebida, pra entrar nos estandes, pra ir ao banheiro e até pra tirar foto na frente dos Arcos Olímpicos…

Enfim, o que não faltam são filas, e elas podem atrapalhar bastante o andamento da sua programação ou mesmo tirar seu bom humor.

Quem avisa, amigo é: se você estiver acompanhado, vale pensar estrategicamente pra ganhar tempo: enquanto um fica na fila de comprar ficha, outro vai pra fila de pedir comida; ou enquanto um vai ao banheiro, o outro guarda lugar no estande; e por aí vai.

Chegue com antecedência

Com base no item anterior, não custa lembrar que vale a pena se programar pra chegar com pelo menos duas horas de antecedência das partidas. É claro que você pode dar sorte e não passar por perrengue, mas é prudente não contar com isso. Muita gente já perdeu início de jogo porque ficou encalacrado numa fila pra entrar na Arena ou pra pegar bebida.

Quem avisa, amigo é: se você chegar cedo e encontrar tudo tranquilo, vai poder aproveitar muito mais dos Centros Olímpicos. O Parque Olímpico da Barra da Tijuca, por exemplo, tem vários estandes cheios de atrações, como passeios de realidade virtual, pista de dança com DJs, distribuição de brindes, estúdios de fotos, etc.


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