Bodyboard no Rio de Janeiro: 5 coisas que você precisa saber

Prancha e pés de pato: itens básicos do bodyboard. Foto: Andréa Pessoa

Poucos esportes têm tanto a cara do Rio de Janeiro quanto o bodyboard. Foi nas praias da Cidade Maravilhosa que o bodyboard começou a ser praticado e se popularizou no Brasil. A praia da Barra, por exemplo, abrigou a primeira competição internacional de bodyboard fora do Havaí, onde o esporte nasceu.

O segredo do sucesso do bodyboard é que, ao mesmo tempo em que é um esporte relativamente fácil para principiantes se divertirem pegando onda, é também desafiador para os profissionais, que se aventuram em grandes manobras.

Estimulada pela promessa de que praticamente qualquer pessoa é capaz de experimentar o poder e a emoção de pegar uma onda, decidi – acompanhada da minha amiga Carol, também haole como eu – dar as primeiras remadas no universo do bodyboard. Nosso mestre para desvendar os segredos do esporte foi ninguém menos que Marcus Kung, uma das maiores referências mundiais do bodyboard e considerado “pai” do esporte no Brasil.

Dono da Escola Kung de Boadyboard, na Barra, e shaper de pranchas pioneiro, ele compartilhou com a gente algumas dicas básicas pra quem quer praticar bodyboard:

Onde praticar

O mar agitado e com ondas é característico das praias do Rio, mas algumas são mais recomendadas para a prática do bodyboard. A praia da Barra da Tijuca, onde fica a Escola Kung, por exemplo, é surfável em praticamente todos os seus 18 quilômetros de extensão e durante o ano inteiro. É escolher seu pico favorito e cair na água.

Na Zona Sul, a praia do Leme é a favorita dos bodyboarders e um dos berços do esporte no Rio. O Pontão, trecho próximo à Pedra do Leme é o mais popular, com ondas altas dependendo da época do ano.

"Pai"do bodyboard no Brasil, Marcus Kung ensina os segredos do esporte na Barra da Tijuca. Foto: Andrea Pessoa
“Pai”do bodyboard no Brasil, Marcus Kung ensina os segredos do esporte na Barra da Tijuca. Foto: Andrea Pessoa

Veja também – Do Leme ao Pontal: um guia das principais praias do Rio de Janeiro

Entenda o mar e os ventos

Não seja afobado. Antes de entrar na água, pare e observe o mar e a direção dos ventos. Identifique onde as ondas quebram e onde existem valas. O mar está enchendo ou secando? Os ventos e as ondulações indicam a direção da correnteza. Tudo isso influencia na hora de pegar onda, por isso é importante ter cautela, principalmente para quem não tem muita prática de natação no mar.

Prepare o corpo

Não precisa ser o Michael Phelps, mas boas noções de natação e um certo preparo físico são essenciais para quem quer se aventurar pelo bodyboard. As aulas de Kung começam com um treino físico na areia para fortalecer braços e pernas, com caminhadas e corridas na areia fofa, abdominais e alongamentos. Faz toda a diferença na hora de cair na água.

Pegue sua prancha

O bodyboard é praticado com uma prancha macia, semiflexível e de nariz quadrado. O tamanho ideal deve ficar na altura do umbigo, quando colocada de pé. Ainda na areia, treine os tipos de pegadas e as formas de se posicionar em cima da prancha, além das técnicas para passar a arrebentação e pegar as ondas. Não entre no mar antes de aprender.

Pés de pato para dar propulsão, cordinha para amarrar a prancha do braço e parafina para a prancha não escorregar completam os itens básicos para dar as primeiras remadas.

Lições aprendidas, é hora de cair na água. Foto: Andréa Pessoa
Lições aprendidas, é hora de cair na água. Foto: Andréa Pessoa

Curta as ondas

Para entrar na água, a prancha deve ser levada debaixo do braço e depois posicionada com a rabeta na altura do quadril. Com o corpo e as mãos posicionadas na prancha, alterne batidas dos pés e remadas para passar a arrebentação e encontrar uma onda para chamar de sua.

No início, pode até parecer um pouco complicado, mas uma vez que você se entende com a prancha e desliza pela primeira onda, é só alegria. Caldos existirão e fazem parte do aprendizado, mas a emoção de pegar uma onda compensa tudo.

Cá entre nós: se eu consegui, qualquer um consegue.

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