Dez coisas que você deve saber antes de vir a Lisboa

Lisboa, elétrico 28 nas Portas do Sol
Lisboa, elétrico 28 nas Portas do Sol

1. ‘Bom dia’, ‘com licença’, ‘obrigada’, ‘se faz favor’ (mas pode ser ‘por favor’ mesmo): as palavrinhas mágicas que muitos brasileiros já esqueceram são obrigatórias em Lisboa. Dificilmente um comerciante vai lhe dar atenção se você não fizer uso delas.

2. A hora do almoço começa ao meio-dia e vai até por volta das 15h. Nas regiões turísticas (como Baixa) é mais fácil encontrar restaurantes com a cozinha aberta o dia todo, mas boa parte dos restaurante fecha à tarde e só reabre às 19h. E normalmente janta-se a partir das 21h.

Você pode comer fora de horas em um dos mercados da cidade. Leia aqui sobre o Mercado da Ribeira e o do Campo de Ourique e escolha qual deles visitar.

3. Os bares começam a encher por volta de 23h e fecham entre 2h e 4h, dependendo da região onde se localizam. As boates esquentam por volta das 3h (dizem, eu nunca tive energia para tanto).

4. Quem não tem cartão de transportes paga, em espécie, mais caro nos bondes e ascensores da cidade, como o 28. Você pode comprar um cartão de transportes temporário (custa 0,50 de euro) nas máquinas das estações do metro e carregá-lo com valores a partir de 5 euros. O mesmo cartão vale nos ônibus da cidade. Ou autocarros, como se diz aqui.

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5. Contar com cartões de crédito, débito ou tipo Visa Travel Money aqui pode ser uma grande roubada. Muitos lugares (especialmente os menores e mais simples) não aceitam cartões e a grande maioria dos que aceitam só trabalha com os emitidos em Portugal, o que pode te obrigar a fazer saques indesejados na cidade.

6. A época das famosas sardinhas portuguesas vai de março a setembro, mais ou menos. Normalmente é a partir de maio que elas estão mais gordinhas. Antes de pedir, vale sempre perguntar se são frescas.

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7. Nas tascas mais simples os peixes grelhados costumam ser servidos com espinha mesmo (algumas vezes, até com as entranhas). Se isso for um problema para você, pergunte se seu peixe pode vir ‘escalado’, ou seja, aberto e limpinho.

8. A gorjeta não é obrigatória em Lisboa. Diferentemente do que acontece no Rio, ninguém vai fazer cara feia se você não deixar nada. Mas arredondar a conta para cima é legal, deixa o garçom feliz e você vai perceber logo que quase sempre o atendimento aqui em Lisboa merece ser recompensado.

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9. Os portugueses sempre (sempre mesmo) terminam a refeição com um café. Inclusive em alguns programas noturnos, como shows, é bem fácil ver alguém tomando um cafezinho às onze da noite. Claro que o ritual não é obrigatório, mas é possível que os garçons achem estranho quando você negar o café do fim da refeição. Eu me rendi totalmente, mas à noite peço descafeinado.

10. A língua é a mesma mas há algumas diferenças no vocabulário e na forma de falar no dia a dia. Por exemplo, não se chama ninguém de ‘moço’ nem se diz ‘oi?’ quando não se entende algo. É ‘senhor’ e ‘não entendi’ – e isso você deve repetir bastante, dada a rapidez com que eles falam aqui.


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  • Sobre o “moço”, no meu caso, “moça”, creio que passei por uma saia justa desnecessária quando estive em Lisboa há um ano. Estávamos aguardando nossa vez de falar com uma agente de turismo daqueles ônibus turísticos e então eu cheguei e falei: “com licença, bom dia” (sim, porque ao contrário do que os brasileiros neocolonizados que moram em Portugal dizem, as palavrinhas mágicas continuam sendo muito usadas no Brasil se você quer tratamento igual. E é a mesma coisa em Portugal. Esse lance de “país civilizado” não cola. É educação do ser humano, seja aqui, aí ou na Austrália) e na sequência usei “moça” como vocativo. A agente reagiu com grosseria e agressividade, dizendo que “moça cá é como rapariga no Brasil, não me chame assim”. Eu prontamente pedi desculpas. Se soubesse disso, certamente não teria usado a palavra. A questão que se desenrola a partir daí é que naquele momento em diante chegamos a ser hostilizados pela agente, que inclusive nos passou informações erradas e sempre com desdém. E percebendo isso, falei para ela: “eu lamento que tenha ocorrido este mal entendido entre nós, porque eu acho que ninguém que tem 3 mil euros para atravessar o oceano viria ‘educadamente’ ofender uma agente de turismo utilizando intencionalmente uma palavra inadequada. Mas mais assustador é a senhora, como agente de turismo e supostamente preparada para receber turistas que vêm gastar dinheiro e ajudar seu país a superar a crise em que se encontra levar tão a sério algo que obviamente aconteceu por desinformação. E foi visível a feição de ódio dela. Nisso, umas senhoras portuguesas que estavam na praça (era a região do Rossio) vieram nos defender e dizer que a moça (perdão, agente) “estava a ser insolente”. Ficamos muito arrasados, pois sentimos que houve xenofobia. As senhoras vieram nos pedir desculpas e dizer que somos bem-vindos a Portugal. Minha mãe disse que amamos Portugal, mas que não temos intenção alguma de vir morar aqui e roubar emprego ou qualquer coisa do tipo. Passamos alguns momentos da tarde tentando refletir sobre o que levou aquela agente a nos tratar daquela maneira. Não temos resposta. Continuamos com a opinião de que Portugal foi hospitaleira, sobretudo nas cidades do norte (onde “moça”, de fato, costuma ser uma palavra ofensiva, mas que os habitantes entendem que não há má intenção quando de seu emprego).

    • Nossa, Guilherme, realmente uma experiência bem ruim a sua. Ainda bem que as senhoras apareceram para tentar melhorar a situação. Obrigada por dividir sua história.

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