AMS: 10 momentos que fizeram do Dekmantel 2016 inesquecível

*Com a colaboração especial de Ramon de Lima

O festival Dekmantel, começou na quinta-feira dia 4 e terminou no domingo dia 7 de setembro deixando mais uma vez o público com muita vontade de que o evento, que é também o resultado de uma curadoria preparada cuidadosamente para garantir a homogeneidade da intensa e consistente programação, nunca mais tivesse fim. E que difícil foi escrever apenas 10 momentos que fizeram do Dekmantel 2016 inesquecível!  Aqui estão eles, os momentos que realmente arrancaram de nós os maiores sorrisos e que ficarão na memória.
 
1. A(s) festa(s) de abertura
Por que fazer apenas uma festa quando é possível fazer várias? No total foram treze eventos distribuídos em quatro espaços icônicos de Amsterdã: Muziekgebouw, Tolhuistuin, Bimhuis e Eye. Alguns aconteceram simultaneamente e os highlights foram as apresentações das bandas Azymuth,Tony Allen, e a transmissão ao vivo da Red Light Radio direto do prédio da Bimhuis. 
 
 
Dekmantel Festival // AzymuthAzymuth ao vivo na Tolhuistuin 
 
TONY ALLEN 2 (NIELS CORNELIS MEIJER)
 Tony Allen ao vivo
2. A energia infinita das ESG
O post-punk disco tocado pelas três figuras icônicas que representaram o ESG (grupo americano originalmente formado por quatro irmãs), foi uma das melhores surpresas da programação de sexta-feira. Amplamente sampleados por artistas como TLC, Wu-Tang ClanBeastie Boys, a apresentação trouxe para o palco instalado na Greenhouse do Amstelpark toda a excentricidade de um grupo que se divertiu muito no palco, foi bastante performático (com direito ao uso de mascaras alienígenas e tudo) e deixou o público em chamas com a versão ao vivo de Moody.
 
Dekmantel Festival // ESG
 
3. Soichi Terada, 30 anos depois
Na noite de sábado a Rush Hour assumiu a programação musical de uma das salas do legendário Melkweg, onde a festa tinha continuidade durante a programação noturna. Hunee, Antal (fundador da Rush Hour Records) e o produtor japonês Soichi Terada que após trinta anos de carreira continua contagiando toda uma geração com a sua música. Juntos, os senhores que carregam uma bagagem musical enorme, presentearam o público com uma “aula” do que há de melhor da música eletrônica mundial. 
 
4. O por-do-sol com Fatima Yamaha
Enquanto uma boa parte do público de domingo ainda chegava, os últimos raios de sol aqueciam o palco para a apresentação de Fatima Yamaha (pseudônimo de Bas Bron, bastante conhecido por ser parte do celebrado coletivo holandês De Jeugd Van Tegenwoordig). Ao tocar sua faixa mais conhecida What A Girl to Do, Bas Bron fez com que todos que ainda estavam sentados na grama, se levantassem ao mesmo tempo, como que em resposta ao seu chamado hipnótico emitido pelos sintetizadores. Mágico define.
 
5. O quadrado musical ultra redondo da Lena Wilikens
A maneira singular que alemã Lena Wilikens encontrou de desconstruir, unir e transformar seu patchwork musical, torna impossível qualquer tentativa de definir ou classificar o seu som. Com uma seleção cheia de groove e muito autoral, Lena controlou a pista Selectors do primeiro minuto até o final do seu set.
 
Dekmantel Festival // Lena Willikens
 

6. Red Light Radio e o dj set de Orpheu the Wizard 
Orpheu de Jong não é só o idealizador da Red Light Radio que esteve presente no Festival inteiro transmitindo entrevistas ao vivo e com uma programação fantásticaCom os phones ele atente por Orpheu the Wizard, e é um dos djs mais queridos e respeitados em Amsterdã. Esse ano ele tocou para a pista animadíssima do Boiler Room um set incrível e cheio de raridades.

 

RED LIGHT RADIO (DESIRÉ VAN DEN BERG) (1)
Red Light Radio no Amsterlpark, durante o Dekmantel 2016 
7. Motor City Drum Ensemble
“Encerrou o festival de uma maneira que nós nunca vimos antes, obrigado Motor City Drum Ensemble“, declarou o festival nas mídias sociais. Sim, nós estávamos lá na frente e concordamos! Que set incrível. Que energia fora de qualquer proporção. Sim, Motor City Drum Ensemble, muito mais vezes: obrigada!

 
8. O Público
Formado por holandeses e muitos estrangeiros que vieram para Amsterdã especialmente assistir o festival, o público foi responsável pelo bem estar geral e a leveza do ar. As pessoas se movimentavam com tranquilidade e sem tumultos. A interação humana entre pessoas que não se conheciam também era visível. O ambiente pacífico e super agradável esteve presente em todos os palcos do festival. Nota máxima para quem sabe ser!
 
Dekmantel Festival // The Greenhouse
 
9. A localização
Uma coisa leva a outra: um fator que certamente contribuiu bastante para que o público estivesse emanando good vibes foi a escolha do Amstelpark como cenário. O Amsterlpark é bem amplo, muito agradável e com bastante verde. É de fácil acesso e não muito distante do centro de Amsterdã. Deitar no gramado e curtir o festival de maneira mais relaxada é fundamental para recarregar as energias e conseguir manter os níveis de energia altos, espaços para chill out não faltaram.
 
10. A programação
O Dekmantel construiu uma reputação em cima da programação musical: o foco é na música. Eles atuam como uma ponte para novos talentos e também como amplificadores para artistas já estabelecidos. Nos últimos anos a grande procura por re-edições de títulos antigos, trouxe de volta ao palco vários artistas que já estavam aposentados ou com atividades resumidas. Nesta edição o festival abriu as portas e deu as boas vindas para essa onda incrível de revivals que a música mundial atravessa e ofereceu ao público oportunidades únicas de assistir shows míticos como o de Tony Allen, Azymuth, Soichi Terada, Lee ‘Scratch” Perry & Adrian Sherwood. Foi lindo Dekmantel! E que venha 2017! 

Dekmantel Festival // Jeff Mills

 
** Fotos: divulgação Dekmantel
 

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