5 dicas para economizar em Roma

Roma é uma das principais rotas turísticas do mundo. De acordo com o Ministério do Turismo da Itália, é um dos dez destinos mais procurados pelos brasileiros para passar as férias. Morando na cidade há quatro anos, aprendi a me mover como uma “quase local”. Descobri que existem alguns truques que permitem economizar em Roma e evitar dores de cabeça.

Siga esses 5 primeiros conselhos importantes sobre o que fazer em Roma para economizar uma graninha na cidade.

por Patrícia Araújo, do blog Italia a 3

Ônibus no aeroporto em Roma

Existem três opções de transporte coletivo que ligam o aeroporto de Roma Fiumicino ao centro da cidade: táxi, trem e ônibus. A que possui a melhor relação “conforto-preço” é a última. Diversas empresas oferecem o serviço. As principais são Terravision , BusShuttle e T.A.M. Todas rodam com ônibus executivos super confortáveis e muito frequentes. O tempo de espera é de cerca de cinco minutos nos horários de pico e de 15 minutos nas horas mais tranquilas. A passagem custa em média 4 euros, pode ser comprada dentro dos ônibus ou nos guichês em frente à parada, A viagem dura cerca de meia hora. Para quem quer economizar em Roma logo na chegada, essa dica é valiosa.

Foto: Flickr Hector Sanchez

No caso dos trens, a frequência é bem menor. As partidas ocorrem a cada 15 minutos nos horários de pico e meia hora nas horas calmas. Além disso, o bilhete sai por 14 euros. Existe uma outra opção de trem, mais popular, que sai por 8 euros. Porém, os vagões são menos confortáveis e o tempo médio de viagem é de cerca de 40 minutos.

Já um táxi do aeroporto ao centro de Roma não sai por menos de 40 euros.

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Transporte público em Roma e fiscalização

Ainda falando de ônibus em Roma, é barato circular dentro da cidade. O sistema de transporte público funciona de modo integrado na cidade. Um único bilhete de 1,50 euro dá direito a rodar no metrô (uma viagem) e nos ônibus e trans (durante 100 minutos). A empresa municipal de transporte oferece ainda bilhetes com validade de 24, 48 e 72 horas, que permitem um número ilimitado de viagens durante o período especificado. Custam 7 euros, 12,50 euros e 18 euros, respectivamente.

Foto: Flickr Linssimiato

Precisa só ficar atento para comprar a passagem antes de subir no ônibus ou tram (o bondinho da cidade). Diferente do Brasil, ela não pode ser paga dentro dos veículos. O bilhete é vendido nas “tabaccherias” (lojinhas identificadas por um “T” grande na fachada) ou nas bancas de jornal.

Não recomendo “dar uma de esperto” e tentar viajar de graça, o que é possível já que os ônibus e trans não têm catraca. Como são feitas fiscalizações rotineiras, caso um fiscal pegue você sem bilhete, a multa é de 50 euros!

Ah! E para saber qual ônibus, metrô ou tram você precisa pegar para chegar onde deseja partindo de qualquer ponto da cidade, a Atac (empresa municipal de transporte) oferece um aplicativo no seu site. Fiz diversas vezes o confronto com o Google Maps e comprovei que o serviço da municipal oferece realmente as opções mais rápidas.

Greve e táxi em Roma

O grande problema do transporte público em Roma são as frequentes greves. A coisa já até virou piada entre os romanos e faz parte do cotidiano local. É normal, uma sexta-feira sim e outra não, o transporte parar das 8h30 às 17h. Assim, um monte de turistas desavisados ficam na mão. Vale a pena se informar antes de sair do hotel, principalmente se for uma sexta-feira, sobre se tem greve naquele dia ou não. Se a resposta for sim, infelizmente, a saída é o Uber (que não funciona muito bem na cidade) ou o táxi. E aqui aparece um segundo problema: os taxistas de Roma são famosos por serem grandes enrolões. Para evitar cair em golpe, recomendo pegar somente os táxis parados nos pontos oficiais (taxista que já esta rodando pela cidade é um perigo!) e ficar de olho bem aberto no taxímetro.

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Água de graça 

Uma forma simples e inusitada de economizar em Roma é com água. Dá para conhecer toda a cidade sem sentir sede e sem gastar um centavo.  Isso porque existem 2.500 bebedouros públicos espalhados pela capital da Itália. Uma média de um bebedouro para cada 500m! Os romanos os chamam de nasone (narigão) por causa da forma curva do cano. Na realidade, são hidrantes com um cano de ferro no meio que fica jorrando água o tempo todo. Pode se abaixar tranquilo e dar um belo gole, aquela água é potável e é a mesma que abastece as casas da cidade. É possível saber a localização dos bebedouros e descobrir qual o mais perto de onde você esta com um aplicativo disponibilizado pela Acea (empresa responsável pelo fornecimento de água e energia em Roma). O link para quem tem iPhone é este daqui. Para quem tem Android ou prefere ter o mapa em papel, é possível descarregá-lo neste link.

Economizar em Roma nos museus

Foto: Vicente Villamon

Uma das grandes despesas dos turistas na cidade é com ingresso de museu. O que poucos estrangeiros sabem é que é possível também economizar em Roma com arte. Mas só se você tiver a sorte de estar na cidade no primeiro domingo de cada mês. Nesses dias, o Ministério do Turismo instituiu a entrada gratuita nos principais museus e sítios arqueológicos. Não só de Roma, mas de todo o país! É claro que as filas que se formam são grandes, mas vale a pena a espera porque, no final das contas, as filas são sempre grandes nos museus de Roma. A economia é, em media, de 10 euros por museu na cidade. A lista de todos os locais com entrada gratuita no primeiro domingo de cada mês é disponível no site do ministério.

Quer mais dicas de como economizar em Roma? Leia aqui mais um post com dicas da quase local Patrícia Araújo do Itália a 3.  Para sobrar mais grana no bolso na sua viagem à Itália!

Foto: Flickr Luc Mercelis

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