Conheça o 28, o eléctrico imperdível de Lisboa

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Nos arredores da Sé de Lisboa, pelas ruas da Baixa, nas curvas do Chiado. A primeira vez que você vem a Lisboa não tem como não perceber aquele bonde amarelinho que vem percorrendo os trilhos da cidade. É bem provável que seja o 28, o eléctrico inevitável (e adorável) da cidade.

Em frente ao Museu de Santo António, perto da Sé. Foto: Leonardo Mesquita
Em frente ao Museu de Santo António, perto da Sé. Foto: Leonardo Mesquita

O charme do 28

O 28 é um dos poucos bondes que ainda circulam por Lisboa e um meio de transporte fundamental para acessar os bairros mais antigos e labirínticos da cidade, como Graça, Alfama e Lapa. Ou seja, o 28 é mesmo um transporte de rotina para os lisboetas que frequentam essas regiões – o que faz dele um ótimo lugar para observar as pessoas.

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E é exatamente por causa desse trajeto que uma volta de 28 virou um passeio que todo mundo faz em Lisboa. Além disso, a experiência é uma viagem no tempo, porque os carros da linha são todos antigos, ainda em madeira, e a única ‘modernidade’ deles é o leitor dos cartões de transporte. (aliás, aqui cabe avisar que os passageiros que não têm cartão de transporte pagam a bordo uma tarifa mais cara) E ainda tem a ‘trilha sonora’ que é o atrito entre as ferragens e os trilhos e a campainha que o condutor toca a cada obstáculo no caminho.

 

Passando pela Rua da Conceição, na Baixa. Foto: Leonardo Mesquita
Passando pela Rua da Conceição, na Baixa. Foto: Leonardo Mesquita

Atenção ao caminho e aos pertences

O 28 percorre ruas bem estreitas e antigas de Lisboa. Aliás, ele faz umas curvas tão fechadas que é difícil você, iniciante neste bonde, não achar que ele vai bater em algo no caminho. Fique tranquilo, não vai. E não se preocupe com o lado em que vai sentar, porque há surpresas à esquerda e à direita do caminho.

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O porém é que como o 28 virou o bonde que todo mundo quer pegar, uma volta nele pode ser um tanto infernal. O eléctrico lotado torna-se a oportunidade ideal para carteiristas disfarçados de viajantes (com mapas e tudo!). Além disso, nos dias mais quentes é mesmo desagradável. Ainda assim, eu acho um pecado vir a Lisboa e não andar no 28.

Consegui um 28 vazio (ô sorte!). Crédito: Flávia Motta
Consegui um 28 vazio (ô sorte!). Crédito: Flávia Motta

 

Então aí vai a dica: pegue o 28 em um dos pontos finais (Martim Moniz ou Graça em um dos extremos e Prazeres ou Estrela em outro) e vá até a outra ponta. Prefira um horário diurno, para poder aproveitar as vistas que vão surgir a cada curva.

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O 28 descendo a Calçada da Estrela. Crédito: Flávia Motta
O 28 descendo a Calçada da Estrela. Crédito: Flávia Motta

 

Ao descer do eléctrico, tome um drinque num dos quiosques da Praça Martim Moniz ou no quiosque do Miradouro da Graça. Se ficar pela outra ponta do trajeto, dê um passeio pelo Jardim da Estrela ou faça uma boquinha no Mercado do Campo de Ourique.

O 28 no Largo da Madalena. Repare que esse só vai até o Largo Camões. Crédito: Leonardo Mesquita
O 28 no Largo da Madalena. Repare que esse só vai até o Largo Camões. Crédito: Leonardo Mesquita

Ah, e fique atento porque algumas vezes são colocados carros percorrem apenas metade do trajeto, parando ali pelo Largo Camões (a desculpa perfeita para comer um pastel de nata na Manteigaria).

 

Chiado, Lisboa
O 28 passa bem à porta da Manteigaria. Crédito: Facebook / Manteigaria

P.S.: Existe uma linha turística que faz um circuito do tipo ‘hop on – hop off’ de eléctrico, saindo da Praça do Comércio.


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