12 razões por que me apaixonei por Lisboa

Miradouro São Pedro de Alcântara, Lisboa
Miradouro São Pedro de Alcântara, Lisboa

Porque minha primeira estadia por aqui foi num terceiro andar com vista para o Tejo e a Ponte 25 de Abril e é impossível você abrir as janelas ao acordar, se deparar com duas lindezas dessas e não querer ficar para sempre.

Porque quando eu resolvi voltar para ficar por mais tempo fui parar em Alfama, um bairro tradicional onde as ruas são um verdadeiro labirinto de casinhas brancas com roupas secando às janelas e perfumando o caminho.

Porque há laranjeiras ao redor da Sé e não há coisa mais bonita do que o contraste daquelas pedras medievais com o verde das folhas e o laranja vivo das frutas quando maduras.

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Porque o Tejo é um rio que mais parece mar quando chega aqui em Lisboa e virou, para mim, uma espécie de Baía de Guanabara particular, onde Almada faz as vezes de Niterói e eu fico esperando a hora em que o Pão de Açúcar vai me aparecer majestoso, como fazia no Aterro do Flamengo.

Porque Lisboa tem a Praça da Alegria, a Rua da Fé, a Rua da Paz, a Rua da Esperança, a Escadinha dos Barbudinhos, o Caracol da Graça e a Rua do Jasmim acaba na Praça das Flores. Quanto lirismo cabe nas ruas de uma só cidade?

Porque, parafraseando Agualusa, em Lisboa, até no inverno surgem com frequência esplêndidos dias de verão. E estou certa de que quando Caetano Veloso escreveu em “Trem das Cores” o verso ‘o céu de um azul celeste celestial’ era o céu de Lisboa que tinha em mente.

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Porque tem a Praça Martim Moniz, que é tudo o que a Praça São Salvador poderia mas ainda não conseguiu ser: um espaço onde as crianças brincam, os adultos interagem, há música e bebidinha mas os vizinhos são respeitados.

Porque dos altos das colinas foram feitos miradouros de onde você pode ver a cidade e se apaixonar ainda mais por ela.

Porque tem becos e escadinhas dos quais eu não fujo nunca (e por isso me atraso algumas vezes) e que quase sempre me compensam pelo desvio de rota, seja com a descoberta de uma nova tasca, de uma nova vista ou de só mais um cantinho precioso.

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Porque tem as calçadas mais lindas que eu já vi na vida e eu invejo as gaivotas, os corvos e as andorinhas que flanam por aqui com uma vista privilegiada desses desenhos.

Porque os azulejos colorem as fachadas e fazem Lisboa ser Lisboa.

Porque os senhores e as senhoras das tascas mais tradicionais me chamam de ‘menina’ e ser chamada assim já quase aos 35 anos é sempre um afago.


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